Pense Nisso

Fragilidade Humana

[FRAGILIDADE HUMANA]

 

 

Ontem, presenciei a fragilidade humana mais uma vez!

Não é um acontecimento nada agradável e se você não estiver legal, recomendo que leia depois.

Embora um fato ruim, tirei o melhor para mim e compartilho com você hoje!

Estava no carro com minha família, pela Serra da Cantareira em São Paulo, em direção ao Santuário de Nossa Senhora do Rosário.

Meu marido, sempre muito prudente, dirigia cautelosamente quando uma moto nos ultrapassou, perdeu a direção, desgovernou-se e atingiu em cheio a uma árvore na lateral da pista. O corpo do rapaz de vinte e poucos anos, sem capacete, voou de volta a pista, inanimado como um objeto sem vida.

Uma cena horrível, marcante, que nos deixou bem abalados.

Até agora não entendemos direito o que aconteceu, se alguma peça da moto quebrou, se ele não tinha muitas habilidades com a moto ou se estava alterado de alguma forma…

A queda foi muitíssimo violenta e, sinceramente não sei se o rapaz sobreviveu.

O que somos nós neste mundo?

Seres frágeis.

Seres frágeis em busca de algo que nem sempre sabemos o que é. Procuramos a felicidade, bens materiais, conforto. Nos cercamos de boa alimentação, esportes e cuidados.

E as vezes, meu amigo leitor, nos esquecemos de cuidar daquilo de mais precioso que trazemos conosco que é a nossa alma.

Estaria aquele rapaz da moto preparado para aquele momento?

Estaria aquele rapaz preparado para ver Cristo face a face?

E, eu te pergunto:

O que você está fazendo hoje para que quando o seu dia chegar você possa estar plenamente livre e limpo para gozar da presença de Deus?

O que você responderá ao ser indagado sobre os seus talentos e missão aqui nesta terra?

“Procure-O enquanto pode ser achado!”

 

Àquele desconhecido, que inexplicavelmente e lindamente amamos por um instante, minhas preces.

 

A você, meu querido, minha querida que me acompanha sempre, minha prece também, para que sua espiritualidade seja revigorada!

 

Uma boa e reflexiva semana!

 

Luciana

Eu nunca disse isso!

 

Quando resolvi dar uma virada em minha vida, deixar uma carreira e começar a trabalhar com algo que realmente queria, com condições justas para mim e para minha família, eu tinha um plano! E eu nunca disse isso para você!

 

Se você que me acompanha imaginou que eu tivesse mesmo um plano para seguir, você estava certo!

 

Mudar de vida, mudar de trabalho, mudar de casa…seja lá qual for a mudança, ela precisa de planejamento. Temos compromissos! Temos juízo! Não podemos simplesmente convergir ao objetivo sem saber que caminho tomar e sem levar conosco as experiências boas que a vida nos deu.

 

Mudar sem ter um plano é ser inconsequente.

 

Um plano de vida se compõe dos nossos sonhos e de como chegar até eles, é um caminho, diferente dos demais caminhos, porque ele tem um propósito.

 

Deixe-me recontar uma historinha que ouvi ontem…

 

“Existia um muro onde muitas pessoas andavam enfileiradas, dando um passo de cada vez, sincronizado com os demais. Os homens andavam no mesmo ritmo e na mesma direção, pouco olhavam para os lados para não se distraírem, pois para manter o equilíbrio precisavam focar na nuca do indivíduo à frente.

Viviam assim, um passo de cada vez, às vezes pensavam em como aquela vida era difícil e monótona, mas continuavam andando pois sobreviviam assim há anos e como suas vidas sempre foram assim, continuavam.

Certa vez em uma leve curva, apareceram para Jonas, um caminhante pensador, do lado direito do muro, vários anjos aflitos, gritando para que ele descesse do muro. Pulavam, sacudiam suas asas, davam cambalhotas para lhe chamar a atenção e gritavam: – Desça daí enquanto é tempo!!! Pule!! Saia! Faça seu próprio caminho!

Ao mesmo tempo, do lado esquerdo, apareceram demônios mudos, que só observavam. Não gritavam, não falavam nada, apenas observavam, enquanto os anjos do outro lado esbravejavam pela atenção de Jonas.

Jonas, embora fosse um pensador crítico da vida que vivia continuou caminhando em cima do muro até que sua curiosidade levou-o a perguntar aos demônios: – Os anjos estão fazendo de tudo para que eu desça desse muro e faça o meu próprio caminho e vocês ficam aí parados, só olhando, por quê?

Calmamente um dos demônios tomou a palavra e disse:

– Porque esse muro é nosso!”

 

 

Essa historinha é uma sacudida! Não é? Foi para mim!

 

Caminhos diferentes não são fáceis.

Haverá críticas? Certamente.

Dificuldades? Certamente.

Mas se você tem um chamado, um propósito para realizar algo novo, não há outra maneira…desça do muro, faça seu plano de vida e mude!

 

Uma semana bem sacudida para você!!

 

Luciana Cairo

Seja um Luftmensch!

Seja um Luftmensch!

Epa! Não se zangue! Não estou te ofendendo, pelo contrário, estou te desejando algo bom!

A artista plástica britânica Maria Tiurina criou a série de ilustrações “Untranslatable Words”, ou palavras intraduzíveis e três delas me chamaram muita a atenção e quis compartilha-las com você!

A primeira e ilustração é Luftmensch vem do idioma ídiche, (que para ser bem sincera eu não sabia a origem e fui dar uma pesquisadinha e descobri que é uma língua da família indo-europeia, pertencente ao subgrupo germânico, tendo sido adotada por judeus) cujo significado é “Alguém que é sonhador”

 

Marija-Tiurina9

 

A segunda palavra e ilustração que selecionei foi Torschlusspanik de origem alemã e quer dizer – “medo que as possibilidades diminuam conforme o tempo passa”

 

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E por que escolhi essas duas?

 

Pelo fato de encontrar nelas um equilíbrio.

Confesso a você que a Torschlusspanik já me acompanhou em vários momentos da minha vida. O medo que as possibilidades diminuam conforme a idade avança é um crença que instalamos na nossa mente e que nos impede de viver plenamente, deixando para trás nossos sonhos sem que tenhamos lutado para alcança-los. Dar força a este medo é como perder a corrido sem ter ido à linha de partida.

E como não dar força a este medo?

Sendo um Luftmensch! Um sonhador sem limites!

 

Veja essas pessoas:

 

John Pemberton, tinha 55 anos quando inventou a maior marca de todos os tempos, a Coca-Cola.

 

Drauzio Varella, o médico do Fantástico, decidiu ser aos 50 anos (e é, até hoje aos 70 anos) um maratonista, quando no seu aniversário lhe disseram que essa idade era o começo da decadência.

 

Niklas Zennstrom, que inventou o pioneiro e mais famoso serviço de telefonia via Internet, o Skype, aos 37 anos de idade.

 

Leodor Machado,  que vendeu sua casa para poder estudar e passar no concurso para Juiz do Trabalho  aos 45 anos de idade.

 

Harland Sanders começou a rede de lanchonetes KFC aos 65 anos, depois de inúmeras empresas dizerem não a sua receita de frango frito.

 

Sam Walton que aos 44 anos abriu o Walmart, maior rede de supermercados dos Estados Unidos.

 

E ainda, as mulheres, J.K. Rowling, escritora do Harry Potter e a apresentadora americana Oprah Winfrey.

 

O que essas pessoas tem em comum?

 

Além de não terem pouca idade, são luftmensch! Não desistiram de seus sonhos e os alcançaram! Não permitiram em suas vidas o Torschlusspanik, o medo das possibilidades diminuírem conforme o tempo passa.

 

Sempre é tempo de começar ou recomeçar!

 

O hoje com certeza será melhor que o ontem se você deixar se levar por seus sonhos, acreditar neles e trabalhar por eles.

 

E para me despedir deixo a nossa palavra – ilustração, brasileira, sem tradução para outras línguas…Cafuné!

Essa você bem conhece!!!

 

Marija-Tiurina1

 

 

Muito cafuné e sonhos para você nesta semana!

 

Luciana

(as imagens foram retiradas do site Catraca Livre)

 

 

“E se…”

“E se…”

 

E se… eu não ler esse texto?

E se… eu não pegar aquele voo?

E se… eu não for trabalhar?

E se… eu fosse falar com ele?

E se…eu comprasse uma bicicleta?

 

E se…

E se…

E se…

E …

Se…

 

No final do filme “Cartas para Julieta” (recomendo, a história é previsível mas a fotografia é linda!) a leitura de uma das cartas fala sobre “e se” que me motivou a escrever sobre o assunto.

 

“E” e “SE” sozinhos não possuem significado profundo, mas juntos, “E SE…” nos deixam numa situação de dúvidas incontestáveis sobre o futuro. Dúvidas sobre decisões que precisamos tomar e que por algum motivo não estamos certos.

 

Porém quando o “ e se…” vem acompanhado de uma negativa, sua conotação, além da dúvida, pode vir acompanhada de arrependimento por não ter tentado.

 

E se…eu tivesse ido?

E se…eu tivesse aceito aquele emprego?

E se…eu tivesse estudado?

E se…eu tivesse desculpado?

 

Quantos “e se…” já tivemos em nossas vidas, hein?

 

Eu tive e ainda tenho um montão!!!

 

Mas tenho percebido que os meu “e se…” são menos impactantes quando ativo a resiliência que há em mim fazendo-me levantar, sacudir a poeira e focar nos meus objetivos.

Tenho notado também que meus “e se…” foram evoluindo a medida que comecei a tomar mais decisões e ter novas atitudes, fazendo aquilo que queria e vivendo a vida que escolhi.

 

O “e se…” estará aí a vida toda e levo comigo que os piores são o de arrependimento de não ter feito algo que poderia.

 

Faça, permita-se, experimente!!!

 

Boa semana!!

 

Luciana Cairo