Mãe, desacelera!

 

 

Quem é mãe levanta a mão!

Quem é filho de uma mãe, levanta a mão!

Isso!

 

É para você mãe ou filho de uma mãe que escrevo hoje!

 

Sabe aquela lista de coisas que aprendemos a fazer para não ficar perdida ou para nos organizarmos melhor? Bem, eu tenho uma dessas diariamente, virou um bom hábito, as vezes escrevo em um caderninho, outras, no celular, outras no pedacinho de papel que achei ali pela cozinha.

 

Certo dia minha lista estava tão cheia que resolvi delegar algumas tarefas, passei uma para meu filho, outra para minha filha, outra tarefa para meu marido e eu fiquei com as demais.

 

Sabe aqueles dias que você não senta nem para almoçar? Esse dia foi assim.

 

Mas por que estou te falando tudo isso? É que no meio da tarde quando eu já estava cansada, minha filha olhou para mim e disse: você não para nunca? Quanta animação, hein?

 

Fiquei pensando, animação é uma coisa boa! Eba! Recebi como um elogio!

 

Mas depois refletindo melhor, será que era animação ou afoitamento para terminar tudo que havia proposto?

 

Sou, realmente, bem animada para fazer as coisas, estou sempre procurando novidades, lugares diferentes, atividades que me tragam crescimento e gosto de dar conta das atividades corriqueiras.

 

Mas as perguntas da minha filha foram um sinal de alerta!

 

Até onde vai a animação e começa a distração? Distração mesmo, não escrevi errado. As vezes, nós mulheres e mães, nos atarefamos demasiadamente sem perceber, ocupando nosso tempo de forma que não podemos ocupa-lo com atividades que cuidem da gente (outros diriam que é uma fuga mesmo).

 

Estamos tão acostumadas a cuidar do outro que esquecemos de cuidar de nós. E não digo só da aparência (eu por exemplo, adoro uma massagem!), falo do cuidar da alma, do cuidar da essência.

 

Quando minha filha fez essas perguntas foi como ela quisesse me dizer, mãe, desacelera! Vai mais devagar…o tempo passa de qualquer jeito!

 

Em outras épocas, simplesmente responderia a ela que eram tarefas a serem feitas que não poderiam ficar para depois. Hoje, (como é bom desenvolver o autoconhecimento!) percebo as entrelinhas das situações da minha vida, reflito sobre elas e, se preciso, mudo.

 

Se você é mãe como eu, desacelera vai! Busque um tempo para você, viva intensamente.

 

Se você é filho ou filha de uma mãe, ajude-a a desacelerar! Veja sua mãe com olhos de quem quer ver! Fale com ela como fez minha filha, ajude-a a ver que a vida familiar e a vida dela mesma, merece mais que louças e roupas para lavar o tempo todo.

 

E se você que está lendo isto não é mãe, e sua mãe já não está por perto, desacelere você também!

 

Por uma vida mais slow!!!

 

Beijos e abraços desacelerados!!!

 

Luciana Cairo