Responsabilize-se!

Minha filha caçula tem cinco anos. Suas travessuras são constantes e diariamente nos surpreende com algum raciocínio ou indagação fora do comum que ora nos faz rir, ora nos faz perceber os comportamentos inatos do ser humano.

 

Um desses comportamentos que está chamando nossa atenção é o de não se responsabilizar pelas suas travessuras e colocar a culpa na irmã ou na coleguinha, atitude comum desta idade, diga-se de passagem.

 

Ontem mesmo, estávamos em um aniversário quando caiu uma chuva torrencial e estávamos próximos a uma bica de água vinda do telhado e quando olhamos para o lado quem é que estava tomando um banho na bica feliz da vida? Sim, ela!!!

 

“Minha filha porque você fez isso?” – perguntei enquanto ela vinha em minha direção com aquele sorrisinho maroto.

“Foi a fulana que mandou” – respondeu ela mudando o semblante completamente e colocando a culpa na amiga.

Como eu disse é um comportamento comum das crianças, pois querem se livrar do problema ou fugir da repreensão. Mas será que somente as crianças fazem isso?

Tenho visto que não.

Adultos também colocam a “culpa” em outras pessoas ou situações para justificarem seus erros, suas dúvidas e sua paralisia frente à mudanças.

 

“Sou infeliz porque meu trabalho é ruim”

“Sou gordo porque minha família não me ajuda”

“Estou sozinha porque meus amigos não me compreendem”

“Meu negócio não deu certo porque meu marido não me ajudou”

E por ai vai…

Um pré-requisito para a mudança é comprometer-se com ela. É responsabilizar-se pelos seus resultados.

Antony Robbins diz que uma mudança só será verdadeiramente duradoura se você se responsabilizar por ela e não outra pessoa ou outra coisa. Segundo ele, devemos adotar três crenças profundas em nossas vidas para nos comprometermos com a mudança:

  • “Isso DEVE” Não basta dizer que deveria mudar.
  • EU devo mudar isso”. Outras pessoas podem te ajudar, dar apoio, conduzir-te no processo de mudança (como um coach, um mentor, um amigo), mas o responsável é “você”!
  • “Eu POSSO mudar isso.” Eu criei o que estou vivenciando, portanto eu posso mudá-lo.

 

Minha caçula está aprendendo a responsabilizar-se sobre seus atos, está percebendo que o que ela fez, fez por vontade própria e não pela vontade dos outros, assim, aprende também, que mudar um comportamento só depende dela.

 

Embora não sejamos mais crianças é perfeitamente possível aprendermos a nos responsabilizar pelos nossos resultados, pelas nossas atitudes e principalmente pelas nossas mudanças.

 

Excelente semana para você!

 

Gratidão e luz!

 

Luciana Cairo