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Como ter mais tempo

Mãe, você tem tempo?

 

Acorda cedo, faz café da manhã, prepara lancheira, faz compras, pega criança na escola, paga contas, faz ginástica, dá banho no bebê, faz as tarefas da casa, trabalha….se eu fosse listar as atividades de um dia de uma mãe, levaria o texto todo!

 

Mesmo assim, escuto perguntas do tipo, você tem tempo para fazer isso? Como você arruma tempo para isso? Como ter mais tempo?

 

Se há uma coisa justa nesse mundo, ela se chama Tempo.

É igual para todo mundo, do mais rico ao menos favorecido.

 

O que diferencia é a forma como cada um usa o seu.

 

Christian Barbora, no seu livro a Tríade do Tempo, divide as atividades que consomem o tempo em três partes:

 

Importante

Urgente

Circustancial

 

Importante – São as coisas que trazem resultados e tem tempo para serem feitas.

  • São atividades que podem esperar horas, dias, semanas etc.
  • Você tem uma sensação positiva na execução do importante.
  • É a esfera da estrada certa, na qual você coloca seu carro e sabe que na linha de chegada estará o resultado planejado
  • Por ex.: o planejamento estratégico, reuniões de monitoramento, trabalhos realizados para prevenção de problemas, lazer, exercícios fisico, estabelecimento de parcerias, orações, ajuda ao próximo, etc…
  • A tarefas importantes tem prazo para ser feitas, do contrário elas seriam urgentes, proporcionam prazer em serem executadas, em geral são espontâneas

 

 

Urgente – A esfera da urgência abrange todas as atividades na qual o tempo está curto ou acabou.

  • São as atividades que chegam em cima da hora, que em alguns casos não podem ser previstas.
  • Essas atividades geram pressão, estresse, correria.
  • O maior erro das urgências é defini-las como prioridades, assim muitos se preocupam em priorizar as urgências. Muitas pessoas fazem isso inconscientemente por se sentirem bem em serem as solucionadoras de problemas que ninguém resolveu, e assim se sente atuando no papel de herói.
  • Se fizer uma analogia da sua vida com um voo de avião, você está na posição de piloto ou passageiro?

 

Circunstancial – cobre as tarefas desnecessárias, sem resultados.

  • São os gastos de tempo de forma inútil,
  • Tarefas feitas por comodidade ou por serem ‘socialmente’ apropriadas.
  • É a esfera da estrada que não leva a lugar nenhum
  • Por ex.: uma visita que chega de surpresa, o cafezinho, etc…
  • Podem ser importantes ou urgentes para outras pessoas, mas não para você
  • São coisas que você faz em excesso e acaba perdendo tempo desnecessariamente
  • Estão contra sua plena vontade
  • Você aceita por educação, por condições ou por medo de dizer não
  • Geram a sensação de insatisfação, angústia, saturamento, decepção.

 

 

Então, como você está usando o seu tempo?

Está atendendo mais ao urgente? Há um equilíbrio entre a tríade?

 

Segundo o autor, a tríade mais adequada para se usar o tempo é focar 70% do seu tempo nas tarefas importantes, 20% nas tarefas urgentes e 10% nas tarefas circunstanciais

 

Agora me responda nos comentários, como anda seu tempo?

 

Nos próximos posts falamos mais sobre o tão especulado Tempo!

 

Tic Tac Tic Tac

 

Luciana Cairo

Pão e valores!

Pão e valores!

 

Das minhas lembranças de criança, fazer pão caseiro com minha mãe é uma das mais agradáveis.

 

E isso se tornou um hobby. Adoro fazer pães, já experimentei várias receitas, vários modos de preparo e cheguei na minha própria versão, hoje, mal uso receitas, vou criando e a cada fornada uma surpresa de sabor. Hoje fiz um de aveia!

 

A cada pão que fazia com minha mãe, ela mergulhava a gente em histórias da sua mãe, minha avó.

 

A cada fornada de pães caseiros, reforçavam-se em mim valores próprios de minha família.

 

Minha avó era filha de imigrantes, morava na fazenda e o pão era feito uma vez por mês…tiravam um dia inteiro para fazer cerca de 30 grandes pães.

 

E hoje, quando eu sovava minha massa, todas essas lembranças vieram a minha mente e me encheram de emoção.

 

A maneira de fazer pão da minha avó era diferente da maneira de minha mãe e diferente da minha maneira, mas o sentimento de prover alimento e prazer à perpassa por todas as gerações.

 

Fazer pão aqui em casa é motivo de festa, todos gostam de participar, de ouvir as histórias enquanto amassamos o pão ou quando esperamos que a massa cresça.

 

E quando pronto?

 

É o auge da satisfação, tanto para quem fez, quanto para quem come!

 

Como tradição, nunca comemos nosso pão caseiro sozinhos, ele é repartido com outra família, alegramos outros estômagos que o recebem cheios de alegria e gratidão.

 

E, assim, de mãe para mãe, valores de amizade, de doação, de amor, de gratidão aos antepassados vão se dissipando pelas gerações em pequenos momentos, momentos mágicos e únicos que estão presentes em nossas vidas e que muitas vezes nem nos damos conta.

 

Eu preservo e cultivo esses valores nos meus filhos, porque não haverá futuro digno, se o passado não for respeitado e valorizado. E assim, aprendendo com o que já foi feito, vamos aprimorando e fazendo cada vez melhor.

 

Abraços valorosos!

Luciana Cairo

Já conhece nosso projeto Mães de Valor?

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4 Erros Fatais das Mães que Trabalham em Casa

 

Tem um ano que estou trabalhando a partir de casa.

Minha decisão mudou minha vida e a vida da minha família. Foram muitos momentos de acertos e muitos tropeços também!

Trabalhar em casa requer adaptações pessoais e familiares, ninguém está preparado!

 

Pela minha experiência pessoal, asseguro que existem pelo menos 4 erros fatais que as mães cometem ao começar a trabalhar em casa. Quero compartilha-los com você para que os evite quando tomar a decisão de trabalhar perto dos filhos:

 

 

  • Horários – você não trabalhará menos do que trabalhava antes, isso é uma ilusão. A grande vantagem é que você vai poder escolher seu horário de trabalho, equilibrando-o com as atividades familiares, como acompanhar o almoço das crianças ou levá-los à escola. Mas atente-se em manter um horário fixo de pelo menos 3 horas seguidas para que seu trabalho flua. Isso é importantíssimo para que você não se deite na cama e e tenha a sensação de que fez tudo e não fez nada.

 

  • Lugar – Encontre um lugar apropriado para seu trabalho, um canto no quarto, uma mesa na sala, ou outro cômodo da casa, ao contrário, você estará um dia trabalhando na cozinha, outro dia no banheiro e ão criará identidade profissional nem para você e nem para sua família. Estabeleça que ali é seu lugar de trabalho e deixe claro para seus filhos que aquela área é de trabalho e não de lazer. Aos poucos, mostre aos seus filhos que quando você estiver ocupando esse espaço estará trabalhando e precisa da compreensão deles para que esperem para serem atendidos.

 

 

  • Fluxo de caixa – é comum quando a mulher trabalha com vendas diretas, que ela pegue seu dinheiro e comece a pagar o gás, dar dinheiro para o lanche das crianças ou comprar a laranja da perua que está passando na rua. E não é para isso que queremos dinheiro também? Sim. Porém, é um erro não contabilizá-lo. Gastar o dinheiro, assim que ele chega a sua mão é perigoso, pois as contas podem sair do controle. Mantenha registros de entrada e saída de dinheiro do seu negócio para não ter surpresas desagradáveis no final do mês.

 

  • Trabalhar de pijama – Céus, quantas vezes fiz isso!!! Fuja desse comodismo! Ao se levantar e fazer sua rotina matinal, vista-se como se fosse trabalhar fora, isso ajuda seu cérebro a manter-se ativo e alerta ao trabalho. Ficar de pijama é confortável e fácil, mas traz uma letargia e com o passar do tempo um estado de baixa autoestima.

Ótimos negócios e excelente convivência familiar para todos!!!

Luciana Cairo

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 “28 Inspirações para Mães Trabalharem a Partir de Casa”

Mãe, desacelera!

 

 

Quem é mãe levanta a mão!

Quem é filho de uma mãe, levanta a mão!

Isso!

 

É para você mãe ou filho de uma mãe que escrevo hoje!

 

Sabe aquela lista de coisas que aprendemos a fazer para não ficar perdida ou para nos organizarmos melhor? Bem, eu tenho uma dessas diariamente, virou um bom hábito, as vezes escrevo em um caderninho, outras, no celular, outras no pedacinho de papel que achei ali pela cozinha.

 

Certo dia minha lista estava tão cheia que resolvi delegar algumas tarefas, passei uma para meu filho, outra para minha filha, outra tarefa para meu marido e eu fiquei com as demais.

 

Sabe aqueles dias que você não senta nem para almoçar? Esse dia foi assim.

 

Mas por que estou te falando tudo isso? É que no meio da tarde quando eu já estava cansada, minha filha olhou para mim e disse: você não para nunca? Quanta animação, hein?

 

Fiquei pensando, animação é uma coisa boa! Eba! Recebi como um elogio!

 

Mas depois refletindo melhor, será que era animação ou afoitamento para terminar tudo que havia proposto?

 

Sou, realmente, bem animada para fazer as coisas, estou sempre procurando novidades, lugares diferentes, atividades que me tragam crescimento e gosto de dar conta das atividades corriqueiras.

 

Mas as perguntas da minha filha foram um sinal de alerta!

 

Até onde vai a animação e começa a distração? Distração mesmo, não escrevi errado. As vezes, nós mulheres e mães, nos atarefamos demasiadamente sem perceber, ocupando nosso tempo de forma que não podemos ocupa-lo com atividades que cuidem da gente (outros diriam que é uma fuga mesmo).

 

Estamos tão acostumadas a cuidar do outro que esquecemos de cuidar de nós. E não digo só da aparência (eu por exemplo, adoro uma massagem!), falo do cuidar da alma, do cuidar da essência.

 

Quando minha filha fez essas perguntas foi como ela quisesse me dizer, mãe, desacelera! Vai mais devagar…o tempo passa de qualquer jeito!

 

Em outras épocas, simplesmente responderia a ela que eram tarefas a serem feitas que não poderiam ficar para depois. Hoje, (como é bom desenvolver o autoconhecimento!) percebo as entrelinhas das situações da minha vida, reflito sobre elas e, se preciso, mudo.

 

Se você é mãe como eu, desacelera vai! Busque um tempo para você, viva intensamente.

 

Se você é filho ou filha de uma mãe, ajude-a a desacelerar! Veja sua mãe com olhos de quem quer ver! Fale com ela como fez minha filha, ajude-a a ver que a vida familiar e a vida dela mesma, merece mais que louças e roupas para lavar o tempo todo.

 

E se você que está lendo isto não é mãe, e sua mãe já não está por perto, desacelere você também!

 

Por uma vida mais slow!!!

 

Beijos e abraços desacelerados!!!

 

Luciana Cairo