resiliência

Me permiti!

Me permiti!

 

Hoje me permiti acordar depois que senti que dormi suficientemente;

Me permiti colocar açúcar no café;

Me permiti andar e correr, sem olhar o tempo e a velocidade;

Me permiti, não contar as calorias;

Me permiti comer quando tinha fome;

Me permiti tomar toda a água da jarra sem ter que repô-la;

Me permiti tomar banho num horário não casual;

Me permiti amar mais que criticar;

Me permiti ler críticas e não me zangar com elas, apenas tentei enxergar como o outro;

Me permiti ouvir uma música de um artista que nunca vi;

Me permiti experimentar uma comida nova;

Me permiti usar uma roupa que há tempos não usava;

Me permiti ler um livro inteiro em um só dia;

Me permiti deixar para depois aquilo que depois terei que fazer mesmo;

Me permiti ficar com raiva;

Me permiti testar minha resiliência.

Me permiti amar as diferenças;

Me permiti respeitar as diferentes vidas que se manifestam ao meu redor.

Me permiti sorrir para as paredes;

Me permiti sorrir para quem me pisou os pés.

Me permiti comer uma bobeira à noite;

Me permiti cochilar;

Me permiti dormir na hora que o sono veio;

Me permiti sentir emoções o dia inteiro…

Me permiti rezar com a alma e sem ela;

Hoje, me permiti ser eu mesma, com defeitos, com vontades, com mais amor…

Me permiti

Ser humana!

 

Luciana Cairo

 

Estado civil: Casada!

Há 21 anos preencho meu estado civil: casada!

Hoje resolvi escrever sobre relacionamentos e quis começar pelo que mais tenho experiência – o casamento.

Casei-me cedo, com 21 anos, se você fez o cálculo, rapidamente já descobriu que tenho 42 anos e que agora, já computo mais dias vividos com meu marido do que com meus pais.

Três anos depois do enlace nasceu meu primeiro filho que ganhou mais duas irmãs ao longo dos anos.

Quando minha caçula nasceu fui surpreendida (sem brincadeira!) mais de uma vez, com perguntas do tipo: “Terceiro? Do mesmo casamento?” e eu ria, pois para mim era natural, mas para muita gente, não.

O fato é que não há receita pronta para longos anos de relacionamento, há equilíbrio matrimonial e amor!

Quando o amor não é o problema, como atingir esse tal equilíbrio matrimonial?

Em primeiro lugar, cada um, homem e mulher, precisa se autoconhecer, saber quais são seus potenciais, seus limites, seus sonhos. Conhecer-se, requer olhar para dentro, aceitar-se e ter amor próprio para que possa compartilhar sua vida com a vida do outro e juntos viverem a vida que se quer viver.

Outro ponto que o casal precisa desenvolver para ter equilíbrio matrimonial é a habilidade de diálogo, sem competição, que vise o bem comum. Tarefa nada fácil, porque quem não quer ter razão?

Uso duas perguntas para ajudar: “Essa decisão fará meu marido feliz?” “Será bom para todos?”

Imprescindível, também, é desenvolver a resiliência. Resiliência é a capacidade de passar por momentos de dificuldade e retornar rapidamente ao ponto de equilíbrio, de calmaria, superando o ocorrido. Algumas dicas para desenvolver a resiliência:

  • tenha atitudes positivas;
  • procure por novas soluções mediante aos problemas;
  • prepare-se para mudanças, comece por encontrar novos caminhos para o trabalho, mude os móveis de lugar, troque de supermercado, experimente novas marcas;
  • aprenda com seus erros, tire algo de bom;
  • aprenda a equilibrar suas emoções, que tal ativar a espiritualidade?

 

Por fim, eleja mentores, pode ser um casal amigo que inspire vocês, por exemplo. Não hesite em buscar ajuda o mercado dispõe de profissionais comportamentais que trabalham diretamente com casais e famílias.

 

Posso afirmar que é possível viver a vida que você quer no matrimônio! Dedique-se!

 

Grande abraço!!

 

Luciana Cairo