vida dos sonhos

Essa é a vida que você quer?

Em um de muitos salões de embarque que passei, chorei sem ter vergonha!

E no meio das lágrimas, me veio a pergunta:

“É essa vida que você quer?”

Tenho três filhos, sou casada há 22 anos.

Sou pedagoga de formação e estava realizando um trabalho que eu adorava mas que desequilibrava totalmente minha vida familiar.

Fazia viagens mensais de uma semana e havia recebido a notícia que no próximo ano a duração da viagens levariam o dobro de tempo, resumindo, quinze dias fora de casa.

Para pegar os voos, saia bem cedo de casa, ainda no escuro, sem fazer nenhum barulho para não acordar ninguém, pois, certo dia, minha caçula com três anos na época, acordou, viu minha mala, agarrou-me o pescoço e chorou profundamente.

Pode imaginar que situação? Meu marido tirou-a do meu colo e eu entrei no taxi inundada em lágrimas e soluços enquanto minha filha vermelha de tanto chorar estendia sua mãozinha pedindo que eu voltasse.

Mais uma semana de trabalho duro se passou e eu estava de volta!

Quando cheguei minha pequena dormia no sofá, ardendo em febre, era mais uma crise de bronquite, a quarta daquele semestre. Nos vários médicos que passava a informação era a mesma,  o estado psicológico que ela estava passando provocado pela minha ausência fazia o quadro da bronquite se agravar. E se agravou mesmo! Uma pneumonia dupla, dura de curar!!

“É essa vida que você quer?”

Eu ganhava muito bem, tinha ótimos benefícios, tinha um carrão, estávamos fazendo duas viagens internacionais por ano, tinha um lindo guarda-roupas, jantava nos melhores restaurantes, ajudava as pessoas e tinha muito respeito e reconhecimento no meu trabalho, em troca, pagava o preço árduo de minha ausência na vida familiar.

Quando não estava viajando trabalhava na sede de minha empresa em uma cidade próxima a minha, cujo trajeto, em dias bons, me tirava no mínimo duas horas por dia, houve dias que demorei cerca de três horas para voltar para casa.

E, a próxima viagem chegou. Desta vez, ninguém acordou. Toquei em frente.

Segunda-feira, conversei com todos por telefone e facetime.  Terça-feira, a mesma coisa. Quarta-feira, pela primeira vez, minha filha caçula se rejeitou a falar comigo e não houve acordo. Quinta e Sexta-feira a mesma coisa…ela não queria nem olhar para mim num ato de autoproteção.

E a vozinha de novo…“É essa vida que você quer?”

Foi nesse momento difícil que olhei para dentro e busquei os meus mais remotos valores, aqueles que nossos pais colocam na gente sem perceber, os princípios espirituais, o caráter, a responsabilidade e, então, resolvi responder à pergunta:

“É essa vida que você quer?”

Definitivamente, NÃO!

Mas, então qual era a vida que eu queria?

Me deparei com um sério problema. Eu não sabia qual vida queria. Estava vivendo no automático há tantos anos que havia engavetado meus sonhos e desejos e não sabia responder à pergunta:

“Qual vida você quer viver?”

Achei isso tão sério quanto o cenário que vivia.

Busquei livros, cursos, palestras, conversei com pessoas e, finalmente, encontrei uma pessoa que me ajudou a ajustar a rota, a encontrar o equilíbrio que tanto estava precisando em minha vida!

Pedi o desligamento da empresa, não joguei a vaca no abismo, joguei a boiada inteira, foi o maior ato de coragem que tive nos últimos anos. Senti medo naturalmente, mas acreditei em mim, no meu potencial, nos meus princípios e na minha missão de vida.

Busquei formação e hoje,  trabalho com o que gosto, descobri como  propagar esse bem, ajudando pessoas a ajustarem suas vidas, a encontrarem o equilíbrio em todas as áreas, a reaverem seus sonhos, a buscarem trabalhos que tenham paixão e principalmente, a estarem junto com suas famílias, bem, este, mais precioso do mundo!

Hoje eu digo:

“É essa, SIM, a vida que eu quero!”

E você?

“Está vivendo a vida que você quer?”

Eu posso te ajudar!

Luciana